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Reforma 1517
Reforma 1517

As 95 Teses: um convite ao debate

Em latim, numeradas e escritas para uma disputa acadêmica, as teses questionavam a pregação das indulgências. Não eram um tratado completo — mas abriram uma controvérsia que ninguém conseguiu conter.
Reprodução de uma folha impressa das 95 Teses em latim, iniciada pelas palavras Amore et studio elucidande veritatis
As 95 Teses impressas95 Teses: reprodução de uma folha impressa em latim. Martinho Lutero (texto), 1517 (texto). Domínio público, via Wikimedia Commons. Ver fonte no Wikimedia Commons (abre em nova aba)

Amore et studio elucidandae veritatis

“Por amor à verdade e no desejo de esclarecê-la” — abertura do texto latino (tradução livre)

O que eram as teses

Uma era o modo normal de testar ideias na universidade: alguém propunha afirmações curtas, as teses, e convidava outros a debatê-las publicamente. O texto de Lutero começa com um convite desse tipo, aberto inclusive a quem quisesse participar por carta.

As 95 proposições tratam de um único tema: o valor das indulgências diante da penitência, da graça e do amor ao próximo. Doutrinas que depois seriam centrais no protestantismo, como a justificação somente pela fé, ainda não aparecem formuladas ali.

Os conceitos

Indulgências, penitência e autoridade

Três ideias ajudam a entender o que estava em jogo.

Penitência

O sacramento envolvia contrição, confissão, absolvição e satisfação. Lutero insiste que o arrependimento verdadeiro é interior e dura a vida toda — e que nenhuma carta pode substituí-lo.

Indulgência

Remissão da pena temporal, não da culpa. Lutero não nega toda indulgência em 1517: critica promessas que faziam o povo confiar nelas e abandonar a e a caridade.

Autoridade

Quem pode perdoar penas, e onde? As teses limitam o poder papal sobre o purgatório. Nos anos seguintes, a pergunta sobre autoridade se tornaria o centro da ruptura.

Os argumentos

Seis linhas de argumento

As teses não seguem um plano rígido, mas é possível agrupá-las em alguns movimentos principais.
  1. Teses 1–4

    Arrependimento é a vida inteira

    O chamado de Cristo ao arrependimento não se resume a um ato sacramental: abrange toda a vida do cristão.

  2. Teses 5–7, 20–26

    O papa tem limites

    O papa só pode perdoar penas que ele mesmo impôs; sobre o purgatório, pode apenas interceder. Lutero ainda escreve como quem defende o papa contra os pregadores.

  3. Teses 21, 27–28, 32

    A pregação engana o povo

    Prometer salvação garantida — ou que a alma sai do purgatório quando a moeda cai no cofre — é invenção humana.

  4. Teses 36–37

    O arrependido já é perdoado

    Quem se arrepende de verdade já tem remissão e participa dos bens de Cristo, mesmo sem carta de indulgência.

  5. Teses 41–51

    Caridade vale mais

    Ajudar os pobres é melhor que comprar indulgências; ninguém deve gastar com elas o necessário à família.

  6. Teses 62, 81–91

    O verdadeiro tesouro

    O tesouro da Igreja é o Evangelho. E os leigos fazem perguntas incômodas que merecem respostas, não silêncio.

A difusão

Da universidade à praça, pela prensa

Em semanas, as teses foram impressas em Nuremberg, Leipzig e Basileia. Logo surgiu uma tradução alemã, que as tornou acessíveis a quem não lia latim.

Em março de 1518, Lutero publicou em alemão o Sermão sobre indulgência e graça, texto curto e direto que teve muito mais reimpressões do que as próprias teses. Começava ali a enxurrada de panfletos que faria de Lutero o autor mais impresso de sua geração.

A rapidez não foi obra apenas de Lutero: dependeu de impressores atentos ao mercado, de leitores urbanos e de redes de correspondência entre humanistas.

Gravura de uma oficina tipográfica com trabalhadores operando uma prensa e compondo tipos
Uma oficina tipográfica do século XVIO impressor, do Livro dos Ofícios (Ständebuch). Jost Amman, 1568. Domínio público, via Wikimedia Commons. Ver fonte no Wikimedia Commons (abre em nova aba)

Explorador

As 95 teses, uma a uma

Resumos próprios, não tradução. Não localizamos tradução em português com licença de reprodução confirmada. Cada tese foi resumida pelo projeto; para o texto integral, consulte as fontes acima.

95 de 95 teses

  1. Tese 1.

    Quando Cristo chamou ao arrependimento, quis que toda a vida do cristão fosse de arrependimento.

    Penitência

  2. Tese 2.

    Esse chamado não se refere apenas ao sacramento da penitência, com confissão e satisfação administradas pelo sacerdote.

    Penitência

  3. Tese 3.

    Também não se limita ao arrependimento interior: este só é verdadeiro se produzir mudança visível na vida.

    Penitência

  4. Tese 4.

    A pena do pecado permanece enquanto durar o verdadeiro arrependimento interior, isto é, até a entrada no Reino dos céus.

    Penitência

  5. Tese 5.

    O papa não quer nem pode perdoar outras penas além das que ele mesmo ou o direito da Igreja impuseram.

    Poder do papa

  6. Tese 6.

    O papa não pode perdoar culpa alguma; pode apenas declarar e confirmar que ela foi perdoada por Deus, salvo nos casos reservados a ele.

    Poder do papa

  7. Tese 7.

    Deus não perdoa a culpa de ninguém sem ao mesmo tempo levá-lo a se humilhar e se submeter ao sacerdote, seu representante.

    Poder do papa

  8. Tese 8.

    As penas impostas pelos cânones penitenciais valem só para os vivos; nada deve ser imposto aos que estão morrendo.

    Moribundos e purgatório

  9. Tese 9.

    Por isso o Espírito Santo age bem por meio do papa quando os decretos fazem exceção para a hora da morte e para casos de necessidade.

    Moribundos e purgatório

  10. Tese 10.

    Agem com ignorância e maldade os sacerdotes que transferem penas canônicas dos moribundos para o purgatório.

    Moribundos e purgatório

  11. Tese 11.

    Essa troca de penas canônicas por penas no purgatório é como joio semeado enquanto os bispos dormiam.

    Moribundos e purgatório

  12. Tese 12.

    Antigamente, as penas canônicas eram impostas antes da absolvição, como prova de arrependimento sincero.

    Moribundos e purgatório

  13. Tese 13.

    Os moribundos se livram de tudo pela morte; já estão mortos para as leis canônicas e dispensados delas.

    Moribundos e purgatório

  14. Tese 14.

    A fé ou o amor imperfeitos de quem morre trazem consigo grande temor, tanto maior quanto menor for o amor.

    Moribundos e purgatório

  15. Tese 15.

    Esse temor e esse horror já bastam, por si sós, para constituir a pena do purgatório, por estarem muito próximos do desespero.

    Moribundos e purgatório

  16. Tese 16.

    Inferno, purgatório e céu parecem diferir como desespero, quase-desespero e segurança.

    Moribundos e purgatório

  17. Tese 17.

    Parece necessário que, para as almas do purgatório, o temor diminua à medida que o amor cresce.

    Moribundos e purgatório

  18. Tese 18.

    Não está provado, pela razão nem pelas Escrituras, que essas almas não possam mais crescer em amor.

    Moribundos e purgatório

  19. Tese 19.

    Também não está provado que todas elas tenham certeza da própria salvação.

    Moribundos e purgatório

  20. Tese 20.

    Quando o papa fala em “remissão plenária de todas as penas”, refere-se só às penas que ele mesmo impôs.

    Poder do papa

  21. Tese 21.

    Erram os pregadores de indulgências que afirmam que a indulgência papal livra a pessoa de toda pena e a salva.

    Pregação das indulgências

  22. Tese 22.

    O papa não perdoa às almas do purgatório nenhuma pena que, segundo os cânones, deveriam ter cumprido nesta vida.

    Poder do papa

  23. Tese 23.

    Se a remissão de todas as penas pudesse ser concedida a alguém, seria apenas aos mais perfeitos — isto é, a pouquíssimos.

    Poder do papa

  24. Tese 24.

    Por isso, a maior parte do povo é enganada pela promessa indiscriminada e grandiosa de libertação das penas.

    Pregação das indulgências

  25. Tese 25.

    O poder do papa sobre o purgatório é o mesmo que qualquer bispo ou pároco tem em sua diocese ou paróquia.

    Poder do papa

  26. Tese 26.

    O papa age bem ao conceder remissão às almas do purgatório por meio de intercessão, e não pelo poder das chaves, que ali não tem.

    Poder do papa

  27. Tese 27.

    Pregam invenção humana os que dizem que a alma sai do purgatório assim que a moeda tilinta no cofre.

    Pregação das indulgências

  28. Tese 28.

    Quando a moeda tilinta no cofre, cresce com certeza o lucro e a ganância; o efeito da intercessão da Igreja depende só de Deus.

    Pregação das indulgências

  29. Tese 29.

    Quem sabe se todas as almas do purgatório desejam ser resgatadas? Lutero lembra a lenda dos santos Severino e Pascoal.

    Moribundos e purgatório

  30. Tese 30.

    Ninguém tem certeza da sinceridade do próprio arrependimento, muito menos de ter recebido remissão plenária.

    Contrição e perdão

  31. Tese 31.

    Quem compra indulgências com sinceridade é tão raro quanto quem se arrepende de verdade — raríssimo.

    Contrição e perdão

  32. Tese 32.

    Serão condenados, junto com seus mestres, os que acreditam ter a salvação garantida por cartas de indulgência.

    Pregação das indulgências

  33. Tese 33.

    Deve-se ter muito cuidado com quem diz que as indulgências do papa são o dom inestimável que reconcilia o ser humano com Deus.

    Pregação das indulgências

  34. Tese 34.

    As graças das indulgências dizem respeito apenas às penas da satisfação sacramental, estabelecidas por seres humanos.

    Contrição e perdão

  35. Tese 35.

    Não é doutrina cristã ensinar que não é preciso arrependimento para quem compra a libertação de almas ou privilégios de confissão.

    Pregação das indulgências

  36. Tese 36.

    Todo cristão verdadeiramente arrependido tem plena remissão da pena e da culpa, mesmo sem carta de indulgência.

    Contrição e perdão

  37. Tese 37.

    Todo cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os bens de Cristo e da Igreja, dados por Deus, mesmo sem carta de indulgência.

    Contrição e perdão

  38. Tese 38.

    Ainda assim, a remissão e a participação concedidas pelo papa não devem ser desprezadas, pois declaram o perdão de Deus.

    Contrição e perdão

  39. Tese 39.

    É muito difícil, até para os mais doutos, exaltar ao mesmo tempo a generosidade das indulgências e a necessidade do arrependimento sincero.

    Contrição e perdão

  40. Tese 40.

    O arrependimento verdadeiro busca e aceita as penas; a abundância de indulgências afrouxa as penas e leva a odiá-las.

    Contrição e perdão

  41. Tese 41.

    As indulgências devem ser pregadas com cautela, para que o povo não pense que valem mais que as obras de amor.

    Caridade

  42. Tese 42.

    Deve-se ensinar que o papa não pretende comparar a compra de indulgências com as obras de misericórdia.

    Caridade

  43. Tese 43.

    Deve-se ensinar que dar aos pobres ou emprestar a quem precisa é melhor do que comprar indulgências.

    Caridade

  44. Tese 44.

    Pelas obras de amor, o amor cresce e a pessoa se torna melhor; pelas indulgências, fica apenas mais livre de penas.

    Caridade

  45. Tese 45.

    Quem vê um necessitado, passa adiante e gasta com indulgências não compra o perdão do papa, mas a indignação de Deus.

    Caridade

  46. Tese 46.

    Quem não tem sobras deve guardar o necessário para a própria casa, em vez de desperdiçá-lo com indulgências.

    Caridade

  47. Tese 47.

    Comprar indulgências é algo livre, não um mandamento.

    Caridade

  48. Tese 48.

    Ao conceder indulgências, o papa precisa e deseja mais a oração devota do povo do que o seu dinheiro.

    Caridade

  49. Tese 49.

    As indulgências são úteis se o povo não confiar nelas, e muito danosas se fizerem perder o temor de Deus.

    Caridade

  50. Tese 50.

    Se o papa soubesse das cobranças dos pregadores, preferiria ver a Basílica de São Pedro em cinzas a construí-la com a pele e os ossos de suas ovelhas.

    Caridade

  51. Tese 51.

    O papa estaria disposto a dar do próprio dinheiro — até vendendo a basílica, se preciso — aos que são explorados pelos vendedores.

    Caridade

  52. Tese 52.

    É inútil confiar na salvação por cartas de indulgência, mesmo que o comissário ou o próprio papa empenhasse a alma por elas.

    Pregação das indulgências

  53. Tese 53.

    São inimigos de Cristo e do papa os que mandam calar a Palavra de Deus em algumas igrejas para que se preguem indulgências em outras.

    Pregação das indulgências

  54. Tese 54.

    Ofende-se a Palavra de Deus quando, num sermão, se gasta igual ou mais tempo com as indulgências do que com ela.

    Pregação das indulgências

  55. Tese 55.

    Se as indulgências, que valem pouco, são celebradas com um sino, o Evangelho, que vale tudo, deveria ser pregado com cem sinos.

    Pregação das indulgências

  56. Tese 56.

    Os “tesouros da Igreja”, de onde o papa tira as indulgências, não são suficientemente explicados nem conhecidos pelo povo.

    Tesouro da Igreja

  57. Tese 57.

    Que não são tesouros materiais fica claro, pois muitos pregadores não os distribuem: apenas os recolhem.

    Tesouro da Igreja

  58. Tese 58.

    Também não são os méritos de Cristo e dos santos, que, mesmo sem o papa, operam graça no ser humano interior.

    Tesouro da Igreja

  59. Tese 59.

    São Lourenço disse que os pobres eram o tesouro da Igreja, mas usava a linguagem de seu tempo.

    Tesouro da Igreja

  60. Tese 60.

    Pode-se dizer, sem imprudência, que as chaves da Igreja, dadas pelo mérito de Cristo, são esse tesouro.

    Tesouro da Igreja

  61. Tese 61.

    Para perdoar penas e casos reservados, basta o poder do papa por si mesmo.

    Tesouro da Igreja

  62. Tese 62.

    O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

    Tesouro da Igreja

  63. Tese 63.

    Esse tesouro é naturalmente odiado, porque faz dos primeiros os últimos.

    Tesouro da Igreja

  64. Tese 64.

    Já o tesouro das indulgências é naturalmente apreciado, porque faz dos últimos os primeiros.

    Tesouro da Igreja

  65. Tese 65.

    Os tesouros do Evangelho são redes com que antes se pescavam pessoas de posses.

    Tesouro da Igreja

  66. Tese 66.

    Os tesouros das indulgências são redes com que agora se pescam as posses das pessoas.

    Tesouro da Igreja

  67. Tese 67.

    As indulgências apregoadas como as maiores graças são de fato grandes, mas como fonte de lucro.

    Tesouro da Igreja

  68. Tese 68.

    Na verdade, são as menores das graças quando comparadas à graça de Deus e à piedade da cruz.

    Tesouro da Igreja

  69. Tese 69.

    Bispos e párocos devem receber com respeito os comissários das indulgências papais.

    Pregação das indulgências

  70. Tese 70.

    Mas devem vigiar com muito mais atenção para que eles não preguem os próprios sonhos no lugar do que o papa mandou.

    Pregação das indulgências

  71. Tese 71.

    Seja amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

    Pregação das indulgências

  72. Tese 72.

    Mas seja bendito quem se opuser aos abusos e à linguagem desenfreada dos pregadores de indulgências.

    Pregação das indulgências

  73. Tese 73.

    O papa condena com justiça quem engana para prejudicar o comércio das indulgências.

    Pregação das indulgências

  74. Tese 74.

    Muito mais pretende condenar quem usa as indulgências como pretexto para prejudicar o amor e a verdade.

    Pregação das indulgências

  75. Tese 75.

    É loucura pensar que as indulgências papais são tão poderosas que absolveriam até quem tivesse cometido o crime impossível de violentar a mãe de Deus.

    Pregação das indulgências

  76. Tese 76.

    As indulgências não podem tirar a culpa nem do menor pecado venial.

    Pregação das indulgências

  77. Tese 77.

    Dizer que nem São Pedro, se fosse papa, poderia conceder graças maiores é blasfêmia contra São Pedro e contra o papa.

    Pregação das indulgências

  78. Tese 78.

    Ao contrário: o papa tem graças maiores à disposição — o Evangelho, os dons espirituais e os dons de cura (1 Coríntios 12).

    Pregação das indulgências

  79. Tese 79.

    Dizer que a cruz com as armas papais, erguida pelos pregadores, vale tanto quanto a cruz de Cristo é blasfêmia.

    Pregação das indulgências

  80. Tese 80.

    Bispos, párocos e teólogos que permitem esses discursos ao povo terão de prestar contas.

    Pregação das indulgências

  81. Tese 81.

    Essa pregação desenfreada torna difícil, até para os doutos, defender a reverência devida ao papa diante das perguntas dos leigos.

    Perguntas dos leigos

  82. Tese 82.

    Por exemplo: por que o papa não esvazia o purgatório por amor, se liberta incontáveis almas por dinheiro para construir uma igreja?

    Perguntas dos leigos

  83. Tese 83.

    Por que continuam as missas e aniversários pelos mortos, e por que não se devolvem as doações feitas para elas, se é errado orar pelos já libertados?

    Perguntas dos leigos

  84. Tese 84.

    Que nova piedade é essa, que permite a um ímpio comprar por dinheiro a libertação de uma alma piedosa, mas não a liberta por amor gratuito?

    Perguntas dos leigos

  85. Tese 85.

    Por que cânones penitenciais há muito abolidos na prática ainda são “resgatados” com dinheiro, como se estivessem em vigor?

    Perguntas dos leigos

  86. Tese 86.

    Por que o papa, mais rico que o mais rico Crasso, não constrói a Basílica de São Pedro com o próprio dinheiro, em vez do dinheiro dos pobres?

    Perguntas dos leigos

  87. Tese 87.

    O que o papa perdoa ou concede a quem, pelo arrependimento perfeito, já tem direito à plena remissão?

    Perguntas dos leigos

  88. Tese 88.

    Que bem maior haveria para a Igreja do que o papa conceder essas graças a cada fiel cem vezes por dia, em vez de uma?

    Perguntas dos leigos

  89. Tese 89.

    Se o papa busca a salvação das almas e não dinheiro, por que suspende indulgências antigas que seriam igualmente eficazes?

    Perguntas dos leigos

  90. Tese 90.

    Calar essas perguntas pela força, sem dar razões, expõe a Igreja e o papa ao ridículo e deixa os cristãos infelizes.

    Perguntas dos leigos

  91. Tese 91.

    Se as indulgências fossem pregadas segundo o espírito e a intenção do papa, todas essas dúvidas se desfariam facilmente.

    Perguntas dos leigos

  92. Tese 92.

    Fora com os profetas que dizem ao povo de Cristo “Paz, paz”, quando não há paz.

    Cruz

  93. Tese 93.

    Benditos os profetas que dizem ao povo de Cristo “Cruz, cruz”, e não há cruz.

    Cruz

  94. Tese 94.

    Os cristãos devem ser exortados a seguir com empenho a Cristo, sua cabeça, através de penas, morte e inferno.

    Cruz

  95. Tese 95.

    E assim confiar mais em entrar no céu por muitas tribulações do que pela falsa segurança da paz.

    Cruz