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Reforma 1517
Reforma 1517

De onde vem cada afirmação

Transparência editorial: as fontes consultadas, os critérios usados para separar fatos de interpretações e a origem de cada imagem.

Nota metodológica

Como este conteúdo foi feito

Os textos são sínteses originais, escritas a partir das referências desta página. Não copiamos trechos de obras protegidas; citações diretas são raras, curtas e identificadas, e paráfrases aparecem como tal.

As 95 Teses aparecem em resumos próprios, porque não confirmamos uma tradução em português com licença de reprodução. Os links para o texto latino e para uma tradução inglesa estão indicados.

Separar história de memória é parte do método. Sempre que relevante, as afirmações recebem um selo:

Grau de evidência: Documentado
Atestado por fontes da época ou consenso historiográfico.
Grau de evidência: Tradição
Transmitido pela memória posterior; não confirmado por fontes contemporâneas.
Grau de evidência: Debatido
Historiadores divergem a partir das fontes disponíveis.
Grau de evidência: Interpretação
Leitura teológica ou historiográfica, não um fato isolado.

Crenças dos reformadores e avaliações de historiadores são apresentadas como tais. A perspectiva do projeto é comemorativa, mas não confessional: diferenças entre protestantes, católicos e outros cristãos são tratadas com respeito.

Nenhuma imagem foi gerada por inteligência artificial. Quando uma reprodução histórica não está disponível, o site mostra ilustrações autorais em SVG, identificadas como “Ilustração autoral, sem valor documental”.

Referências

Fontes históricas consultadas

Fonte primária

Museu ou biblioteca

Estudo acadêmico

Obra de referência

Documento eclesiástico ou confessional

Legislação

Bibliografia

Leituras de referência

Obras acadêmicas que fundamentam as sínteses e servem para aprofundamento.
  • 1517: Martin Luther and the Invention of the Reformation (abre em nova aba)

    Peter Marshall. Oxford University Press, 2017. O link leva a um trecho publicado pela editora sobre o jubileu de 1617.

  • Martin Luther: Renegade and Prophet

    Lyndal Roper. Random House, 2016.

  • Reformation: Europe's House Divided, 1490–1700

    Diarmaid MacCulloch. Allen Lane / Penguin, 2003.

  • Brand Luther: 1517, Printing, and the Making of the Reformation

    Andrew Pettegree. Penguin Press, 2015.

  • Reformations: The Early Modern World, 1450–1650

    Carlos M. N. Eire. Yale University Press, 2016.

  • Calvin

    Bruce Gordon. Yale University Press, 2009.

  • Reformation Thought: An Introduction

    Alister E. McGrath. Wiley-Blackwell, 4ª ed., 2012.

  • The Printing Press as an Agent of Change

    Elizabeth L. Eisenstein. Cambridge University Press, 1979.

  • Protestants: The Faith That Made the Modern World

    Alec Ryrie. Viking, 2017.

  • Luther: Man between God and the Devil

    Heiko A. Oberman. Yale University Press, 1989 (orig. alemão, 1982).

  • O Protestantismo Brasileiro: estudo de eclesiologia e história social

    Émile-G. Léonard. ASTE, 1963 (diversas reedições).

Créditos

Imagens, licenças e acervos

Cada obra foi identificada no Wikimedia Commons e teve a licença conferida na API do Commons em 30 de outubro de 2026. O script de imagens confere a licença de novo ao baixar e só aceita domínio público, CC0, CC BY, CC BY-SA ou Licença Arte Livre.

26 de 26 reproduções carregadas nesta versão.

Créditos e licenças de cada imagem do site
ObraAutoria e dataLicençaOrigem
Lutero afixa as 95 TesesFerdinand Pauwels, 1872Domínio públicoWikimedia Commons: Lutero afixa as 95 Teses (abre em nova aba)
Lutero afixa as 95 TesesJulius Hübner, 1878Domínio públicoWikimedia Commons: Lutero afixa as 95 Teses (abre em nova aba)
95 Teses: reprodução de uma folha impressa em latimMartinho Lutero (texto), 1517 (texto)Domínio públicoWikimedia Commons: 95 Teses: reprodução de uma folha impressa em latim (abre em nova aba)
Retrato de Martinho Lutero (Veste Coburg)Lucas Cranach, o Velho, 1528Domínio públicoWikimedia Commons: Retrato de Martinho Lutero (Veste Coburg) (abre em nova aba)
Retrato de Filipe Melanchthon (Gemäldegalerie Alte Meister, Kassel)Oficina de Lucas Cranach, o Velho, 1543Domínio públicoWikimedia Commons: Retrato de Filipe Melanchthon (Gemäldegalerie Alte Meister, Kassel) (abre em nova aba)
Retrato de Ulrico ZuínglioHans Asper, c. 1531Domínio públicoWikimedia Commons: Retrato de Ulrico Zuínglio (abre em nova aba)
Retrato de João Calvino (Museum Catharijneconvent, Utrecht)Autor anônimo, França, c. 1550Domínio públicoWikimedia Commons: Retrato de João Calvino (Museum Catharijneconvent, Utrecht) (abre em nova aba)
Retrato de Katharina von Bora (Veste Coburg)Lucas Cranach, o Velho, 1528Domínio públicoWikimedia Commons: Retrato de Katharina von Bora (Veste Coburg) (abre em nova aba)
Retrato de Menno Simons (gravura)Christoffel van Sichem, 1610Domínio públicoWikimedia Commons: Retrato de Menno Simons (gravura) (abre em nova aba)
William Tyndale, nas Icones de Teodoro de BezaTeodoro de Beza (org.); fac-símile de C. G. McCrie, 1580 (fac-símile de 1906)Domínio públicoWikimedia Commons: William Tyndale, nas Icones de Teodoro de Beza (abre em nova aba)
Retrato de Martin Bucer (desenho)Jacques de Boucq, c. 1570Domínio públicoWikimedia Commons: Retrato de Martin Bucer (desenho) (abre em nova aba)
Retrato de Thomas CranmerGerlach Flicke, 1545Domínio públicoWikimedia Commons: Retrato de Thomas Cranmer (abre em nova aba)
John Knox, nas Icones de Teodoro de BezaTeodoro de Beza (org.), 1580Domínio públicoWikimedia Commons: John Knox, nas Icones de Teodoro de Beza (abre em nova aba)
Retrato de Erasmo de RoterdãHans Holbein, o Jovem, 1523Domínio públicoWikimedia Commons: Retrato de Erasmo de Roterdã (abre em nova aba)
Jan Hus (gravura)Christoph Murer, segundo o Commons, 1587Domínio públicoWikimedia Commons: Jan Hus (gravura) (abre em nova aba)
John WycliffeThomas Kirkby, c. 1828Domínio públicoWikimedia Commons: John Wycliffe (abre em nova aba)
Lutero na Dieta de WormsAnton von Werner, 1877Domínio públicoWikimedia Commons: Lutero na Dieta de Worms (abre em nova aba)
O Concílio de Trento (pintura do Museo del Buonconsiglio, Trento)Fotografia de Laurom, 2009 (fotografia)CC BY-SA 3.0 (abre em nova aba)Wikimedia Commons: O Concílio de Trento (pintura do Museo del Buonconsiglio, Trento) (abre em nova aba)
Bíblia de Gutenberg, exemplar Lenox (Biblioteca Pública de Nova York)Fotografia de Kevin Eng (NYC Wanderer), 2009 (fotografia)CC BY-SA 2.0 (abre em nova aba)Wikimedia Commons: Bíblia de Gutenberg, exemplar Lenox (Biblioteca Pública de Nova York) (abre em nova aba)
Exemplar histórico da Bíblia de LuteroFotografia de Torsten Schleese, 1999 (fotografia)Domínio públicoWikimedia Commons: Exemplar histórico da Bíblia de Lutero (abre em nova aba)
O impressor, do Livro dos Ofícios (Ständebuch)Jost Amman, 1568Domínio públicoWikimedia Commons: O impressor, do Livro dos Ofícios (Ständebuch) (abre em nova aba)
Igreja do Castelo (Schlosskirche), WittenbergFotografia de Horst Pomplun, 2025 (fotografia)CC BY-SA 4.0 (abre em nova aba)Wikimedia Commons: Igreja do Castelo (Schlosskirche), Wittenberg (abre em nova aba)
Igreja de Santa Maria (Stadtkirche), WittenbergFotografia de Sirleonidas, 2020 (fotografia)CC BY-SA 4.0 (abre em nova aba)Wikimedia Commons: Igreja de Santa Maria (Stadtkirche), Wittenberg (abre em nova aba)
Castelo de Wartburg, EisenachFotografia de A. Savin, 2020 (fotografia)Licença Arte Livre (FAL) (abre em nova aba)Wikimedia Commons: Castelo de Wartburg, Eisenach (abre em nova aba)
Grossmünster, ZuriqueFotografia de Roland zh, 2014 (fotografia)CC BY-SA 3.0 (abre em nova aba)Wikimedia Commons: Grossmünster, Zurique (abre em nova aba)
Catedral de São Pedro, GenebraFotografia de Torbjorn Toby Jorgensen, 2019 (fotografia)CC BY-SA 2.0 (abre em nova aba)Wikimedia Commons: Catedral de São Pedro, Genebra (abre em nova aba)

Tipografia

Cinzel, Manrope e Source Sans 3, sob a SIL Open Font License 1.1, servidas a partir do próprio site.

Mapa

Litoral derivado do Natural Earth (domínio público), distribuído pelo pacote world-atlas; cidades e textos do projeto.

Ícones e ornamentos

Ícones da biblioteca Lucide (licença ISC). Rosáceas, filetes, silhuetas e a Rosa de Lutero são desenhos autorais do projeto.

Instituições cujos acervos e publicações foram consultados: Library of Congress, Staatsbibliothek zu Berlin (via World Digital Library), German Historical Institute, Cambridge University Library, Universidade de Oxford, Universidade de Jena, Wikimedia Commons e as instituições indicadas nos créditos de cada obra.

Glossário

Termos históricos

Indulgência
Na doutrina católica medieval, remissão total ou parcial da pena temporal devida por pecados cuja culpa já havia sido perdoada no sacramento da penitência. Não era, oficialmente, a compra do perdão da culpa, embora a pregação popular e a prática de doações em dinheiro alimentassem essa percepção.
Penitência (sacramento)
Sacramento composto, na teologia medieval, por contrição (arrependimento), confissão ao sacerdote, absolvição e satisfação — obras impostas para reparar o pecado. As indulgências se relacionavam com a etapa da satisfação.
Purgatório
Estado de purificação após a morte, segundo a doutrina católica, para quem morre em graça mas ainda deve penas temporais. Indulgências podiam ser aplicadas aos mortos por modo de sufrágio (intercessão).
Contrição
Arrependimento sincero do pecado, motivado pelo amor a Deus. Nas 95 Teses, Lutero insiste que a verdadeira contrição vale mais que qualquer carta de indulgência.
Justificação
Ato pelo qual Deus declara ou torna justo o pecador. Lutero passou a ensinar que a justificação é recebida somente pela fé, como dom gratuito; o Concílio de Trento formulou outra compreensão. Em 1999, católicos e luteranos assinaram uma declaração conjunta sobre o tema.
Dieta (Reichstag)
Assembleia do Sacro Império Romano-Germânico que reunia o imperador, príncipes-eleitores, outros príncipes e cidades imperiais. A Dieta de Worms (1521) ouviu Lutero; a de Augsburgo (1530) recebeu a Confissão luterana.
Príncipe-eleitor
Um dos sete príncipes com direito de eleger o imperador do Sacro Império. Frederico III, o Sábio, eleitor da Saxônia, protegeu Lutero sem aderir publicamente a todas as suas ideias.
Bula papal
Documento solene emitido pelo papa, identificado pelas primeiras palavras do texto latino. A bula Exsurge Domine (1520) condenou proposições de Lutero; a Decet Romanum Pontificem (1521) o excomungou.
Excomunhão
Exclusão da comunhão da Igreja, com consequências religiosas e, na época, também jurídicas e sociais.
Disputa acadêmica
Debate formal da universidade medieval, no qual um mestre propunha teses — afirmações para discussão — que seriam defendidas e contestadas. As 95 Teses foram redigidas nesse formato.
Língua vernácula
A língua falada pelo povo de uma região (alemão, inglês, francês), em oposição ao latim usado na liturgia e nas universidades.
Humanismo renascentista
Movimento intelectual que valorizava o estudo das fontes antigas em suas línguas originais — latim clássico, grego e hebraico. Seu lema ad fontes (às fontes) influenciou tanto reformadores protestantes quanto reformadores católicos.
Anabatismo
Conjunto de movimentos que defendiam o batismo de quem professa a fé (e não de bebês) e, em geral, a separação entre comunidade de fé e poder civil. Foram perseguidos por católicos e por outros protestantes.
Confissão de fé
Documento que expõe publicamente as doutrinas de uma comunidade, como a Confissão de Augsburgo (1530), luterana, ou a Confissão de Fé da Guanabara (1558), redigida por calvinistas franceses no Brasil.
Concílio
Assembleia de bispos para decidir questões de doutrina e disciplina. O Concílio de Trento (1545–1563) foi a principal resposta doutrinária católica às Reformas protestantes e também reformou práticas internas.
Iconoclasmo
Remoção ou destruição de imagens religiosas. Em várias cidades reformadas, estátuas, vitrais e altares foram retirados, às vezes por decisão das autoridades, às vezes em tumultos.
Tesouro da Igreja
Na teologia medieval, o conjunto dos méritos de Cristo e dos santos, administrado pela Igreja, que fundamentava a concessão de indulgências. A tese 62 afirma que o verdadeiro tesouro é o Evangelho.