Luterana
Wittenberg, Saxônia, Escandinávia
Lutero, Melanchthon, Katharina von Bora
Justificação pela fé, Confissão de Augsburgo, presença real de Cristo na Ceia, igrejas organizadas com príncipes.
Martinho Lutero1483–1546, luterana
Filipe Melanchthon1497–1560, luterana
Ulrico Zuínglio1484–1531, reformada
João Calvino1509–1564, reformada
Katharina von Bora1499–1552, luterana
Menno Simons1496–1561, anabatista (menonita)
William Tyndalec. 1494–1536, reforma inglesa
Martin Bucer1491–1551, reformada (mediadora)
Thomas Cranmer1489–1556, anglicana
John Knoxc. 1514–1572, reformada (presbiteriana)Diversidade
Wittenberg, Saxônia, Escandinávia
Lutero, Melanchthon, Katharina von Bora
Justificação pela fé, Confissão de Augsburgo, presença real de Cristo na Ceia, igrejas organizadas com príncipes.
Zurique, Genebra, Estrasburgo, Escócia
Zuínglio, Bucer, Calvino, Knox
Culto despojado de imagens, disciplina comunitária, ênfase na soberania de Deus, presbíteros.
Zurique, Morávia, Países Baixos
Conrad Grebel, Menno Simons
Batismo de quem professa a fé, separação entre igreja e governo; em muitos grupos, recusa da violência.
Inglaterra
Tyndale, Cranmer
Ruptura conduzida pela coroa, Livro de Oração Comum, combinação própria de elementos reformados e tradicionais.

1483–1546
Martin Luther
Frade agostiniano e professor de teologia em Wittenberg, iniciou a controvérsia das indulgências e se tornou a voz mais conhecida da Reforma alemã.
Filho de uma família ligada à mineração, estudou direito em Erfurt e, em 1505, entrou para o convento agostiniano. Ordenado sacerdote, tornou-se doutor em teologia em 1512 e professor de Bíblia em Wittenberg.
Seus estudos de Salmos, Romanos e Gálatas o levaram a compreender a justiça de Deus como dom recebido pela fé. A partir de 1517, o debate sobre indulgências se transformou em ruptura com Roma: foi excomungado em 1521 e declarado fora da lei pelo Edito de Worms.
Protegido pelo eleitor da Saxônia, passou o resto da vida em Wittenberg, traduzindo a Bíblia, escrevendo catecismos, hinos e tratados, e organizando igrejas evangélicas com príncipes e cidades.

1497–1560
Philipp Melanchthon
Humanista e professor de grego, foi o principal colaborador de Lutero, autor da Confissão de Augsburgo e reformador da educação.
Sobrinho-neto do hebraísta Johannes Reuchlin, chegou a Wittenberg em 1518, aos 21 anos, para ensinar grego. Seu nome é a forma grega de Schwartzerdt, “terra negra”.
Em 1521 publicou os Loci communes, primeira exposição sistemática da teologia evangélica. Redigiu a Confissão de Augsburgo (1530) e sua Apologia.
Organizou escolas e currículos universitários em vários territórios, o que lhe rendeu o título de Praeceptor Germaniae (mestre da Alemanha).

1484–1531
Huldrych Zwingli
Sacerdote humanista que conduziu a reforma de Zurique em parceria com o conselho da cidade e deu origem à vertente reformada suíça.
Formado em Viena e Basileia, foi pároco em Glarus e Einsiedeln e capelão de tropas mercenárias suíças, experiência que o tornou crítico do serviço mercenário.
Na Grossmünster de Zurique, a partir de 1519, pregou continuamente as Escrituras. As disputas de 1523 levaram o conselho a adotar a pregação bíblica, a remover imagens das igrejas e a substituir a missa por uma celebração da Ceia em 1525.
Morreu como capelão das tropas de Zurique na batalha de Kappel, contra cantões católicos.

1509–1564
Jean Calvin
Jurista e teólogo francês exilado, autor das Institutas e organizador da igreja de Genebra, que se tornou centro do protestantismo reformado internacional.
Estudou direito e letras clássicas em Orléans, Bourges e Paris. Aderiu às ideias evangélicas no início da década de 1530 e deixou a França após a repressão de 1534.
Publicou a Instituição da Religião Cristã em 1536, ampliada até a edição de 1559. Chegou a Genebra em 1536, foi expulso em 1538, viveu em Estrasburgo junto a Martin Bucer e voltou em 1541.
Em Genebra, organizou a igreja, pregou e comentou quase toda a Bíblia, e fundou em 1559 a Academia, que formou pastores enviados para vários países.

1499–1552
Ex-freira que se casou com Lutero e administrou uma das casas mais movimentadas da Reforma, tornando-se referência do lar pastoral protestante.
De família nobre empobrecida, foi educada em conventos e professou como freira cisterciense em Nimbschen. Em 1523, fugiu com outras freiras com a ajuda do comerciante Leonhard Koppe.
Casou-se com Lutero em 13 de junho de 1525. Administrou o antigo mosteiro agostiniano onde viviam a família, estudantes e hóspedes, além de hortas, criação de animais, uma cervejaria e terras.
Viúva em 1546, enfrentou dificuldades financeiras e fugas causadas por guerras e epidemias. Morreu em Torgau, após um acidente durante viagem.

1496–1561
Ex-sacerdote católico que reorganizou comunidades anabatistas pacíficas após Münster; os menonitas recebem o nome dele.
Ordenado sacerdote em 1524, passou a duvidar da presença real na missa e do batismo de crianças após ler o Novo Testamento.
A violência ligada aos anabatistas radicais em 1535 o abalou. Em janeiro de 1536 deixou o sacerdócio e passou a liderar grupos anabatistas que rejeitavam o uso da espada.
Viveu mais de vinte anos como fugitivo, com recompensa oferecida por sua captura, escrevendo e visitando comunidades.

c. 1494–1536
Erudito e tradutor que levou o Novo Testamento ao inglês a partir do grego, trabalhando no exílio e morrendo executado por heresia.
Estudou em Oxford e possivelmente em Cambridge. Sem apoio para traduzir a Bíblia na Inglaterra, partiu para o continente em 1524.
Seu Novo Testamento, impresso em Worms em 1526, entrou clandestinamente na Inglaterra. Traduziu também o Pentateuco (1530) e outros livros do Antigo Testamento a partir do hebraico.
Traído em Antuérpia em 1535, foi condenado e executado perto de Bruxelas.

1491–1551
Ex-dominicano que reformou Estrasburgo e passou a vida tentando reconciliar luteranos, reformados e, por vezes, católicos.
Conheceu Lutero na disputa de Heidelberg (1518). A partir de 1523 liderou a reforma de Estrasburgo, cidade imperial que acolheu refugiados religiosos.
Recebeu Calvino entre 1538 e 1541. Exilado após o Interim de Augsburgo, tornou-se professor em Cambridge em 1549.

1489–1556
Arcebispo de Cantuária sob Henrique VIII e Eduardo VI, responsável pelo Livro de Oração Comum.
Professor em Cambridge, apoiou a anulação do casamento de Henrique VIII e tornou-se arcebispo em 1533.
Sob Eduardo VI, conduziu reformas litúrgicas e doutrinárias: Livros de Oração Comum de 1549 e 1552 e os Quarenta e Dois Artigos (1553).
Com a restauração católica de Maria I, foi condenado. Assinou retratações, mas as renegou publicamente antes de morrer na fogueira.

c. 1514–1572
Pregador escocês, ex-prisioneiro das galés francesas e exilado em Genebra, figura central da Reforma escocesa de 1560.
Capturado após o cerco de St Andrews (1547), remou em galés francesas por cerca de dezenove meses. Depois atuou na Inglaterra de Eduardo VI.
Exilado sob Maria I, pastoreou refugiados ingleses em Genebra. Voltou à Escócia em 1559 e participou da redação da Confissão Escocesa (1560).